twitter
  •  

O que pensar do NOVO CATECISMO da Igreja Católica (1992)?

| Posted in miscelânia |

0

Catecismo de 1992Esta questão ilustra as diferenças fundamentais entre a posição dos católicos tradicionalistas e os “pseudo-tradicionalistas” e conservadores conciliares. Estes últimos costumam defender freqüentemente a Missa Tradicional e o “novo” catecismo, mas nunca atacando o Novus Ordo Missae ou o Vaticano II. A Fraternidade São Pio X ao mesmo tempo em que defende os catecismos tradicionais e a Missa Tradicional, também ataca o Novus Ordo Missae, Vaticano II e o “novo” catecismo, todos eles nocivos a Fé Católica imutável.

“Conservadores” defendem o Catecismo da Igreja Católica ao mesmo tempo que reafirmam ensinamentos silenciados ou condenados justamente pelos catecismos modernistas; a Fraternidade São Pio X entretanto rejeita isso porque trata-se de uma tentativa de formalizar e propagar os ensinos do Vaticano II. Veja o que diz o Papa João Paulo II:

O Catecismo foi também indispensável (i.e., assim como o Código de Direito Canônico de 1983), para que toda a riqueza do ensinamento da Igreja posterior ao Segundo Concílio Vaticano pudesse ser preservada numa nova síntese e dar-nos uma nova direção (Papa João Paulo II, Cruzando o Limiar da Esperança, Londres, Jonathen Cape, 1994, p. 164).

É interessante considerar que encontram-se neste catecismo 806 citações do Vaticano II, um número que chega a uma média de uma citação a cada três parágrafos e meio dos 2.865 parágrafos no Catecismo.

Em particular, as novidades do Vaticano II aparecem nos parágrafos seguintes:

•         uma ênfase na dignidade do homem (§§225; 369; 1700; 1929…),

•         de tal forma que todos nós podemos ter esperança na salvação de todos os batizados (§§1682ss),

•         mesmo não-católicos (§818),

•         ou aqueles que cometeram suicídio (§2283),

•         e de todos os não batizados, mesmo, inclusive os adultos (§847),

•         ou crianças (§1261);

•         que é a base de todos os direitos (§§1738; 1930; 1935) inclusive desta liberdade religiosa (§§2106ss),

•         e o motivo de toda moralidade (§1706; 1881; 2354; 2402; 2407, etc.),

•         um compromisso com o ecumenismo (§820f; 1399; 1401) porque todas as religiões são instrumentos de salvação (§§819; 838-843; 2104),

•         colegialidade (§§879-885),

•         exagerada ênfase no sacerdócio dos fiéis (§§873; 1547; 1140ss, etc.).

Agora, da mesma forma daquele que nega um artigo de fé perde a Fé, como um professor que erra em um ponto isolado prova que ele mesmo é falível, e, faz de tudo o que ensina questionável.

Da mesma forma que o Concílio Vaticano II não tem autoridade para ser citado nem mesmo onde propõe o ensinamento católico (não o faz de maneira infalível e clara), então este Catecismo não é uma autoridade no ensinamento da Igreja devido aos desvios modernistas que nele abundam.

Todos que defendem este Catecismo apóiam as inovações do Vaticano II. Todos que pretendem preservar sua Fé, devem abster-se de sua leitura.